Engenharia · Prototipagem · Produção

Sua ideia não precisa de sorte.
Precisa de método.

A Make it Real é uma empresa brasileira de desenvolvimento de produto: da ideia ao produto que sai da caixa — concepção, engenharia, prototipagem rápida, impressão 3D em fazenda própria e produção em série. Antes da primeira peça, mapeamos custo, frete, customização, linha de produção, volume e vida útil.

Lote mínimo
1 peça
Do briefing ao 1º protótipo
5 dias úteis
Materiais em produção
12 polímeros
Tolerância típica em FDM
±0,15 mm

O problema real

Quando o design termina, 80% do custo do produto já está decidido — e só 8% do orçamento foi gasto.

Esse é o dado mais desconfortável do desenvolvimento de hardware (Siemens, 2025; Boothroyd & Dewhurst). Quase todo o custo unitário, o custo de frete e o custo de montagem nascem em decisões de projeto tomadas quando ninguém ainda está prestando atenção em dinheiro.

Depois que o ferramental começa, cada mudança de design custa entre US$ 50 mil e US$ 500 mil — e a regra dos dez diz que o custo de corrigir um erro se multiplica por dez a cada estágio que ele avança sem ser percebido.

A Make it Real existe para antecipar essas decisões. Não vendemos horas de impressora. Vendemos a certeza de que o produto que vai para a linha é o produto que fecha a conta.

Sete estágios · uma camada de cada vez

A trilha

Como uma ideia vira produto, camada por camada

Sete estágios, do primeiro rascunho ao produto em prateleira. Cada um tem entregável, prazo e critério de saída — você sempre sabe onde o projeto está e o que falta. A nomenclatura é a mesma da indústria de hardware: POC, EVT, DVT, PVT e produção.

  1. 00 Descoberta

    Entender o problema antes de desenhar a solução

    Começa com uma conversa, não com um CAD. Queremos saber quem usa, com que frequência, em que ambiente, quanto pode custar e o que acontece se quebrar. É aqui que descobrimos se o projeto precisa de um produto novo ou de uma peça a menos no produto que já existe.

    • Quem é o usuário e o que ele faz hoje sem esse produto?
    • Qual o preço-teto que o mercado aceita pagar?
    • Existe patente, norma técnica ou certificação envolvida?
    • Qual o volume que você imagina no primeiro ano?
    Entregável
    Briefing técnico e mapa de requisitos
    Prazo
    2 a 5 dias
    Ferramentas
    RequisitosBenchmarkPreço-alvo
  2. 01 Concepção

    Três caminhos possíveis, um escolhido com dados

    Geramos alternativas de arquitetura do produto e comparamos cada uma pelo que importa: número de peças, complexidade de montagem, material, volume de embalagem e custo estimado por unidade em três faixas de volume. A escolha deixa de ser gosto e vira planilha.

    • Dá para fazer com menos peças? (DFA)
    • Qual arquitetura sobrevive a uma mudança de volume de 100 para 10.000?
    • Qual delas cabe numa caixa menor?
    Entregável
    Conceitos comparados e rota recomendada
    Prazo
    1 a 2 semanas
    Ferramentas
    DFAMatriz de decisãoCusto-alvo
  3. 02 Engenharia · DFM

    Projetar para fabricar, não só para funcionar

    DFM (Design for Manufacturing) é projetar a peça para que ela seja barata e confiável de produzir; DFA (Design for Assembly) é projetar para reduzir o número de peças e o tempo de montagem. Juntos formam o DFMA, metodologia de Boothroyd & Dewhurst que corta de 15% a 35% do custo unitário quando aplicada antes do ferramental.

    • Ângulos de saída, espessura de parede, raios e nervuras estão corretos?
    • A peça sai do molde sem postiço caro?
    • Onde a carga entra e qual a direção mais fraca da peça?
    Entregável
    Modelo 3D, CAD paramétrico, desenhos 2D e relatório de DFM
    Prazo
    2 a 4 semanas
    Ferramentas
    Fusion 360ZBrush3ds MaxFEAGD&T
  4. 03 Prototipagem

    A peça na mão em dias, não em trimestres

    Imprimimos o protótipo na tecnologia certa para a pergunta que ele precisa responder: FDM quando o assunto é resistência, tamanho e custo por peça; SLS quando a geometria é complexa demais para ter suporte ou a peça precisa ser isotrópica. Protótipo não é enfeite — é experimento com hipótese declarada.

    • Este protótipo valida forma, encaixe ou função?
    • Qual critério o reprova?
    • Quantas iterações cabem antes do congelamento do design?
    Entregável
    Peças físicas + relatório de ensaio
    Prazo
    1 a 5 dias por rodada
    Ferramentas
    FDMSLSVacuum casting
  5. 04 Validação · EVT → DVT

    Provar que funciona sempre, não uma vez

    EVT (Engineering Validation Test) valida a viabilidade de engenharia com 5 a 50 unidades. DVT (Design Validation Test) valida o design completo contra os requisitos — mecânico, térmico, ambiental e regulatório — com 50 a 100 unidades. É no DVT que o DFM é congelado de verdade.

    • A peça sobrevive a UV, temperatura e ciclos de uso reais?
    • A variação entre unidades cabe na tolerância?
    • Que norma ou certificação precisa ser atendida?
    Entregável
    Lote de validação e plano de ensaios
    Prazo
    3 a 8 semanas
    Ferramentas
    EVTDVTEnsaio UVCiclagem
  6. 05 Industrialização · PVT

    Validar o processo, não só a peça

    PVT (Production Validation Test) roda de 50 a 500 unidades para provar repetibilidade e rendimento da linha. Aqui decidimos, com números, se o produto segue em bridge production — as primeiras séries saindo da nossa fazenda de impressão enquanto o molde é fabricado — ou se já parte para injeção em ferramentaria parceira, que especificamos e acompanhamos.

    • Em que volume ainda compensa imprimir esta peça?
    • Quantos postos de trabalho a montagem exige?
    • Qual o gabarito que impede o operador de montar errado?
    Entregável
    Linha piloto, gabaritos e plano de escala
    Prazo
    4 a 10 semanas
    Ferramentas
    PVTBridge productionGabaritosFerramental
  7. 06 Escala & vida

    Produzir, embalar, enviar — e continuar melhorando

    Produção em série na fazenda de impressão ou em injeção, com embalagem projetada para reduzir peso cubado, rastreabilidade de lote e plano de reposição de peças. O produto continua vivo: cada retorno de campo volta para a trilha como revisão.

    • A caixa está dimensionada para o menor peso cubado possível?
    • Qual peça vai quebrar primeiro e como o cliente repõe?
    • Que variante ou personalização entra sem parar a linha?
    Entregável
    Produto em produção, embalado e rastreado
    Prazo
    Contínuo
    Ferramentas
    Print farmInjeçãoCubagemSistema de logísticaPós-venda

Modelagem 3D

O projeto nasce aqui. Não só imprimimos o seu arquivo.

A Make it Real modela o produto do zero — orgânico ou hard surface, ou os dois no mesmo objeto. Você pode chegar com um CAD pronto, com um esboço em guardanapo ou só com a descrição do que precisa existir. O modelo 3D é entregável nosso, não pré-requisito seu.

Dois modos de modelar, um só produto

Modelagem orgânica é escultura digital: formas fluidas, anatomia, personagens, textura de superfície, ergonomia que precisa caber na mão. Trabalhamos em malha de alta densidade e depois retopologizamos para uma malha limpa e imprimível.

Modelagem hard surface é engenharia paramétrica: cotas, tolerâncias, ângulos de saída, espessura de parede, roscas, encaixes e histórico de construção editável. É o que permite mudar uma dimensão no fim do projeto sem refazer a peça.

A maior parte dos produtos reais precisa das duas: uma carcaça ergonômica que abraça um chassi cotado. Modelamos os dois lados e fazemos eles se encontrarem com folga controlada.

Duas peças impressas em cinza fosco lado a lado: uma forma orgânica esculpida e um suporte mecânico com chanfros e furos
À esquerda, forma esculpida. À direita, peça cotada. No produto final, as duas precisam se encontrar com folga controlada.
Modelagem orgânica × hard surface: quando usar cada uma
Critério Orgânica (escultura digital) Hard surface (paramétrica)
Ferramenta principalZBrush, 3ds MaxFusion 360, 3ds Max
GeometriaMalha densa, esculpida à mãoSólido paramétrico com histórico editável
Editável depoisPor deformação e reesculturaSim — muda a cota e o modelo se refaz
Cotas e tolerânciasNão nativasNativas, com GD&T
Use paraErgonomia, personagem, textura, forma escultóricaEncaixe, mecanismo, peça funcional, tudo que vai virar molde
EntregaMalha retopologizada e fechada, pronta para fatiarCAD nativo, STEP e desenho 2D cotado
Escultura digital
ZBrush — forma orgânica, detalhe de superfície, ergonomia e retopologia.
Paramétrico
Fusion 360 — sólidos cotados, montagens, tolerâncias, ângulos de saída, desenho 2D e histórico editável.
Poligonal e visualização
3ds Max — modelagem poligonal, hard surface, cenas de montagem e imagens de apresentação do produto.
Você não precisa ter
CAD pronto. Um esboço, uma foto da peça quebrada ou uma descrição já bastam para começar.
Você recebe
Arquivo nativo, STEP, malha fechada pronta para impressão e desenho 2D cotado. A titularidade é sua.

O cenário completo

Seis perguntas que decidem se o produto dá lucro

Um produto não é só a peça. É a peça, mais o que custa fazer, mais o que custa mandar, mais o que custa montar, mais quanto tempo ela dura. A Make it Real trata essas seis dimensões como parte do projeto, não como problema do departamento seguinte.

Custo

Decompomos o custo unitário em material, tempo de máquina, mão de obra, pós-processamento e refugo. Em peça pequena, a mão de obra chega a 58% do custo total — é quase sempre onde está o dinheiro escondido.

Perguntamos: qual o custo-alvo por unidade? Em que volume ele fecha? Quanto do custo é humano e quanto é máquina?

Envio

O frete cobra o maior entre peso real e peso cubado. No rodoviário brasileiro o fator é 300 kg/m³. Uma caixa de 80×60×30 cm é faturada como 43,2 kg, mesmo que o produto pese cinco.

E não paramos no desenho da caixa: montamos o sistema de logística do produto — embalagem, agrupamento por lote, tabela de frete por região e reposição.

Perguntamos: qual dimensão trava a caixa? Dá para desmontar, aninhar ou achatar a peça? Quem despacha, e de onde?

Customização

Manufatura aditiva não cobra por variedade: imprimir cem peças diferentes custa o mesmo que imprimir cem iguais. Com sistemas de troca automática de material, variantes de cor e gravação individual entram sem parar a linha.

Perguntamos: a personalização é geométrica, de cor ou de marcação? Ela precisa ser unitária ou por lote?

Linha de produção

Projetamos a sequência de montagem junto com a peça: quantos postos, que gabarito impede o erro, qual operação é gargalo. Reduzir o número de peças (DFA) é a alavanca mais barata que existe — corta custo de compra, de estoque e de montagem de uma vez.

Perguntamos: quantos segundos por unidade? Qual posto trava o ritmo? O operador consegue montar errado?

Quantidade

O volume muda a tecnologia inteira. Na prática, a injeção ultrapassa a impressão 3D entre 250 e 2.000 peças — peça pequena e simples cruza mais tarde; peça grande, entre 600 e 800. Calculamos esse ponto para o seu produto específico — e, quando ele chega, especificamos o molde e a ferramentaria parceira.

Perguntamos: qual o volume do primeiro ano? Ele é conhecido ou é aposta? Dá para começar sem molde?

Vida do objeto

Peça impressa não dura pouco — peça no material errado dura pouco. PLA amolece a 55–60 °C e esfarela ao sol. ASA tem transição vítrea de 95–100 °C e cerca de 10× a resistência a UV do ABS. Escolher material é decisão de engenharia.

Perguntamos: onde a peça vive? Sol, calor, químico, carga cíclica? Quantos anos ela precisa durar?

Tecnologia

Qual a diferença entre FDM e SLS — e qual você precisa?

Não existe tecnologia melhor: existe a tecnologia certa para a pergunta que a peça precisa responder. Abaixo, o que cada processo entrega de verdade — tolerância, acabamento, comportamento mecânico e custo.

Macro de uma peça impressa em FDM mostrando as linhas de camada e uma aresta de encaixe
Cada linha visível é uma camada depositada. É também um plano de fratura em potencial — por isso a orientação da peça é decisão de engenharia.

FDM: o cavalo de batalha da produção real

Deposição de filamento fundido. É o processo com o menor custo por peça, a maior variedade de materiais de engenharia e o único que escala bem em fazenda. É também o mais anisotrópico: no eixo Z, uma peça FDM tem de 50% a 75% da resistência que tem no plano XY — orientar a peça corretamente é trabalho de engenharia, não de operador.

Usamos FDM para protótipos funcionais, gabaritos de montagem, peças grandes, componentes expostos ao tempo e para toda a produção em ponte.

Tolerância
±0,15 a ±0,3 mm (industrial: ±0,13 mm)
Camada
0,08 a 0,3 mm
Materiais
PLA, PETG, ABS, ASA, PA/Nylon, PA-CF, PC, TPU
Isotropia
Anisotrópico — Z com 50 a 75% da resistência XY
Custo relativo
O mais baixo dos três
Melhor para
Função, tamanho, exposição ao tempo, produção em ponte
Comparativo direto: FDM × SLS
Critério FDM (filamento) SLS (pó)
Tolerância típica±0,15 a ±0,3 mm±0,2 mm ou ±0,3%
AcabamentoCamadas visíveisFosco, levemente granulado
Comportamento mecânicoAnisotrópico (Z = 50–75% de XY)Isotrópico
SuportesSimNão
Custo por peçaO menorO maior
Melhor aplicaçãoProtótipo funcional, gabarito, peça grande, produção em ponteGeometria complexa, peça final em lote pequeno
Materiais FDM: qual usar e por quê
Material Transição vítrea (Tg) Resistência a UV Contração Use quando
PLA55–60 °CRuim — fragiliza e esfarela0,3%Mockup visual, uso interno sem calor
PETG~77 °CMédia — amarela com o tempo~0,5%Padrão funcional: carcaças, suportes, resistência química
ABS~105 °CRuim0,8%Peça que será usinada ou alisada com acetona
ASA95–100 °CExcelente — ~10× o ABS0,8%Qualquer coisa exposta ao sol: externo, náutico, agro
PA / Nylon (PA12)AltaMédia1,5–2,0%Engrenagens, dobradiças vivas, abrasão, calor
PA-CF (nylon + carbono)Muito altaBoaBaixaGabaritos e suportes estruturais rígidos e leves
PC (policarbonato)Muito altaMédiaMédiaPeça translúcida, impacto, tampa de luminária
TPU (flexível)MédiaVedações, gaxetas, coxins, grips, capas

Design for logistics

Como o formato da peça muda o seu frete

Transportadora cobra o maior valor entre peso real e peso cubado. Como o cálculo é cúbico, meio centímetro a menos em cada lado da caixa já muda a conta. O pacote médio de e-commerce carrega mais de 50% de espaço vazio — e embalagem otimizada corta de 20% a 40% do custo de frete.

Metade do que você despacha hoje é ar

O pacote médio de e-commerce carrega mais de 50% de espaço vazio. Com caixa dimensionada sob medida, o preenchimento de vazio cai de 30–40% para menos de 5% — e a mesma peça pode sair de 7 lb faturadas para 1,4 lb, cinco vezes menos frete.

Por isso a embalagem entra na trilha no estágio 01, junto com a arquitetura do produto, e não no fim como problema da expedição. Peça que desmonta, que aninha ou que empilha vale mais que peça leve.

E montamos o sistema de logística inteiro. Projeto da embalagem primária e da caixa de despacho, agrupamento de itens por lote, cálculo de peso cubado por modal, tabela de frete por região, rotulagem e rastreabilidade, e o fluxo de reposição de peça. O produto sai da nossa mão pronto para despachar, não pronto para alguém descobrir como despachar.

Caixa de papelão escura aberta com peças impressas em 3D encaixadas entre si, sem preenchimento de vazio
Peças projetadas para se encaixarem entre si. Menos caixa, menos peso cubado, menos frete por unidade.
Fatores de cubagem praticados no Brasil
Modal / operador Fator de cubagem Como se calcula
Rodoviário de carga (padrão)300 kg/m³C × L × A (em metros) × 300
Correiosdivisor 6.000C × L × A (em cm) ÷ 6.000
Transportadoras de e-commerce167 kg/m³C × L × A (em metros) × 167
Aéreo internacional (IATA)167 kg/m³C × L × A (em metros) × 167

Exemplo: uma caixa de 80 × 60 × 30 cm no rodoviário resulta em 0,80 × 0,60 × 0,30 × 300 = 43,2 kg de peso cubado. Se o produto pesa 5 kg, você paga por 43,2 kg. Reduzir a maior dimensão da peça — ou torná-la desmontável — costuma economizar mais frete do que aliviar material.

Aplicações

Onde a trilha já foi percorrida

Tipos de projeto que a Make it Real conduz do começo ao fim. Os números abaixo são faixas típicas de cada categoria de trabalho.

Garra e gabarito impressos em cinza fosco sobre bancada de metal escuro

Automação industrial

Gabaritos, garras, guias e suportes de sensor sob medida para linhas que não podem parar. Substitui peça importada com semanas de espera por peça local com dias.

Material
PA-CF
Lote típico
1 – 50
Carcaça de produto em duas metades, impressa em cinza fosco

Produto de consumo

Da ideia ao SKU embalado: engenharia, validação com usuário, embalagem dimensionada para cubagem e primeiras séries em produção em ponte.

Material
PETG · ASA
Lote típico
200 – 5.000
Engrenagem, bucha e suporte impressos em cinza fosco

Peça de reposição

Engenharia reversa de componente descontinuado, com material recalculado para durar mais que o original. Sem MOQ, sem importação, sem esperar contêiner.

Material
ASA · PA12
Lote típico
1 – 200
Série de objetos geométricos impressos, cada um com forma diferente

Série personalizada

Brindes, troféus e kits em que cada unidade é diferente. Manufatura aditiva não cobra por variedade — cem peças distintas custam o mesmo que cem iguais.

Material
PLA · PETG
Lote típico
50 – 2.000

Glossário

O vocabulário que você vai ouvir na trilha

Termos que a indústria de desenvolvimento de produto usa todo dia — e que a gente prefere explicar antes de usar.

DFM
Design for Manufacturing — projetar a peça para que ela seja barata e confiável de fabricar.
DFA
Design for Assembly — projetar para reduzir o número de peças e o tempo de montagem.
DFMA
A soma de DFM e DFA, metodologia de Boothroyd & Dewhurst que antecipa decisões de produção para a fase de projeto.
POC
Proof of Concept — 1 a 5 unidades que provam que a ideia é fisicamente possível.
EVT
Engineering Validation Test — 5 a 50 unidades que validam a viabilidade de engenharia e a escolha de componentes.
DVT
Design Validation Test — 50 a 100 unidades que validam o design completo contra os requisitos mecânicos, ambientais e regulatórios.
PVT
Production Validation Test — 50 a 500 unidades que validam o processo de produção, a repetibilidade e o rendimento da linha.
Bridge production
Produção das primeiras séries comerciais por manufatura aditiva ou ferramental de baixo custo, fazendo a ponte entre o protótipo e a produção em massa.
Print farm
Conjunto de impressoras 3D operando em paralelo sob gestão centralizada de fila, com material padronizado e perfis validados.
Peso cubado
Peso teórico calculado a partir do volume da embalagem. O frete cobra o maior valor entre peso real e peso cubado.
MOQ
Minimum Order Quantity — lote mínimo que um fornecedor aceita produzir. Na Make it Real, o MOQ é 1.
Anisotropia
Propriedade mecânica que varia conforme a direção. Em FDM, o eixo Z tem de 50% a 75% da resistência do plano XY.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam antes de começar

Respostas diretas, com número quando existe número. Atualizado em .

Quanto tempo leva sair da ideia ao primeiro protótipo funcional?

De 5 a 15 dias úteis para a maioria dos projetos: 2 a 5 dias de descoberta e definição de requisitos, mais 1 a 5 dias por rodada de impressão. Projetos que exigem engenharia de mecanismo ou análise estrutural levam de 2 a 4 semanas até a primeira peça.

Em que volume a injeção plástica fica mais barata que a impressão 3D?

Na prática, entre 250 e 2.000 peças. Peça pequena e simples cruza a linha entre 150 e 250 unidades quando o molde é de alumínio protótipo; peça grande e complexa, entre 600 e 800. Com molde de produção em aço, o ponto de virada sobe para alguns milhares. A Make it Real calcula esse número para o seu produto antes de você gastar com ferramental. A produção por impressão 3D é nossa; a injeção roda em ferramentaria parceira, que especificamos e acompanhamos.

Quanto custa um molde de injeção no Brasil e quanto tempo demora?

Para peça pequena de geometria simples com partição plana em aço P20: R$ 25.000 a R$ 70.000 com uma cavidade, e R$ 50.000 a R$ 130.000 com duas (Metalúrgica Ferri). O prazo vai de 6 a 14 semanas. Um molde protótipo em alumínio custa de 25% a 50% disso e fica pronto em 2 a 4 semanas. A Make it Real não fabrica molde: projetamos a peça para ele, especificamos o ferramental e coordenamos a ferramentaria parceira que executa.

Qual é o lote mínimo da Make it Real?

Uma peça. Manufatura aditiva não tem custo de setup de ferramental, então não existe MOQ. Isso vale tanto para protótipo quanto para peça de reposição de item descontinuado.

Que material devo usar em uma peça que fica ao sol?

ASA. É o único filamento FDM comum projetado para estabilidade ao intemperismo, com cerca de 10 vezes a resistência a UV do ABS e temperatura de transição vítrea de 95 a 100 °C. PETG (Tg ~77 °C) aguenta exposição moderada mas amarela. PLA está fora: amolece entre 55 e 60 °C e fragiliza rápido sob UV.

Peça impressa em 3D quebra fácil?

Depende da direção da carga. Em FDM, o eixo Z tem de 50% a 75% da resistência do plano XY, porque a falha acontece por delaminação entre camadas. Orientar a peça para que a carga não caia na direção fraca é parte do trabalho de engenharia — e é o que separa uma peça funcional de um enfeite. Quando a aplicação exige comportamento isotrópico, usamos SLS.

Quanto tempo dura uma peça impressa em 3D?

Depende inteiramente do material e do ambiente. PLA exposto ao sol fragiliza em meses. ASA, projetada para intemperismo, sustenta anos de exposição externa. Escolher o material errado é o motivo número um de peça impressa "não durar" — e é uma decisão de engenharia, não de impressora.

O que é bridge production e quando faz sentido?

Bridge production é a produção das primeiras séries comerciais por manufatura aditiva enquanto o ferramental de injeção é fabricado. Faz sentido em cinco situações: quando o volume final ainda é desconhecido; quando a janela de mercado não espera as 4 a 14 semanas do molde; quando é preciso atender demanda imediata; quando a venda das primeiras séries vai financiar o próprio molde; e quando o design ainda pode mudar — uma alteração depois do ferramental custa de US$ 50 mil a US$ 500 mil.

O que significam EVT, DVT e PVT?

São os três estágios de validação de hardware. EVT (Engineering Validation Test) valida a engenharia com 5 a 50 unidades. DVT (Design Validation Test) valida o design completo contra os requisitos com 50 a 100 unidades. PVT (Production Validation Test) valida o processo de produção com 50 a 500 unidades. O ciclo completo leva tipicamente de 16 a 30 semanas em um produto de complexidade moderada.

O que é DFM e por que ele muda o custo do meu produto?

DFM é projetar a peça para que ela seja barata e confiável de fabricar. Importa porque cerca de 80% do custo final do produto já está definido quando o design termina, embora apenas 8% do orçamento tenha sido gasto (Siemens, 2025). Aplicar DFM e DFA cedo reduz o custo unitário entre 15% e 35%.

Como o formato da peça afeta o meu frete?

O frete cobra o maior valor entre peso real e peso cubado. No rodoviário brasileiro o fator é 300 kg/m³: uma caixa de 80 × 60 × 30 cm é faturada como 43,2 kg mesmo que o produto pese 5 kg. Como o cálculo é cúbico, reduzir a maior dimensão da peça, torná-la desmontável ou permitir empilhamento costuma economizar mais que aliviar material. Embalagem otimizada corta de 20% a 40% do custo de frete.

Vale mais a pena importar da China ou produzir no Brasil?

Importar leva de 47 a 52 dias no modal aéreo e cerca de 90 dias no marítimo, somando produção, trânsito e desembaraço (China Gate, 2026). Uma iteração de projeto errada custa um ciclo inteiro desses. Com fazenda de impressão local, uma revisão de design entra em produção no mesmo dia e o lote sai em dias — além de eliminar MOQ, exposição cambial no custo unitário e risco aduaneiro.

Dá para personalizar cada unidade? Qual o custo disso?

Sim, e o custo adicional é próximo de zero em manufatura aditiva: imprimir cem peças diferentes custa o mesmo que imprimir cem iguais, porque não há troca de ferramental. Personalização de cor é resolvida pelo sistema de troca automática de material (AMS), que comporta quatro bobinas por unidade e pode ser encadeado.

Qual a tolerância dimensional que vocês entregam?

Em FDM, de ±0,15 a ±0,3 mm em condições normais — e até ±0,13 mm em máquina industrial. Em SLS, ±0,2 mm ou ±0,3% da dimensão, o que for maior. Quando o desenho exige mais que isso, a peça é impressa com sobremetal e usinada.

O preço por peça inclui o projeto?

Não. O custo por peça cobre a produção — material, tempo de máquina, mão de obra, pós-processamento e refugo. A criação do projeto e a adequação de um arquivo já existente são orçadas à parte. Vale dizer: mesmo quem chega com um 3D pronto quase sempre precisa de ajuste — espessura de parede, ângulo de saída, folga de encaixe, orientação de camada, malha aberta. É esse trabalho que separa um arquivo bonito de uma peça fabricável.

Preciso ter o arquivo 3D pronto para trabalhar com vocês?

Não. A Make it Real modela o produto do zero — orgânico, em escultura digital (ZBrush, 3ds Max), ou hard surface, em CAD paramétrico (Fusion 360). Um esboço, uma foto da peça quebrada ou uma descrição do que precisa existir já bastam para começar. Você recebe o arquivo nativo, o STEP, a malha fechada pronta para impressão e o desenho 2D cotado — e a titularidade é sua.

Vocês assinam NDA e o projeto é confidencial?

Sim. A Make it Real assina acordo de confidencialidade antes de receber qualquer arquivo, e a titularidade do projeto e dos arquivos de engenharia é do cliente. Nenhum projeto é publicado sem autorização por escrito.

Começar

Traga a ideia. A gente traz o cenário inteiro.

Conte o que você quer construir. Em até dois dias úteis devolvemos uma leitura técnica com rota recomendada, faixa de custo e prazo — sem compromisso.

Assinamos NDA antes de receber arquivos.
Resposta em até 2 dias úteis.